04/09/2017 12h28 - Atualizado em 04/09/2017 12h28

Banco do Brasil quer fortalecer parceria com o cooperativismo

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, recebeu, na tarde de sexta-feira (01/09), em Curitiba, a visita do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil (BB), Tarcísio Hubner. Na parte da manhã, Hubner participou do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar e da Caravana do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) – 2017/2020, promovido pela Superintendência de Negócios Varejo e Governo do Paraná do BB e Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário no Paraná, também na capital paranaense. Na oportunidade, Ricken fez uma apresentação sobre o PRC 100, o planejamento do cooperativismo paranaense, e os 13 projetos elaborados pelos comitês especializados com objetivo de implantar as metas do setor para os próximos anos.

Parceria – “Nós viemos conversar com a Ocepar e também temos tido contato com os dirigentes das cooperativas pelo Estado afora no sentido de fortalecer cada vez mais a nossa parceria, pensando na cadeia produtiva. Queremos atuar não somente com o CNPJ da cooperativa. Queremos atuar com cada CPF dos associados das cooperativas, numa visão de cadeia produtiva”, afirmou. “Nós temos um carinho muito especial pelo cooperativismo, desde a sua origem. Notadamente no Paraná, nós vemos o quanto essas cooperativas significam para o desenvolvimento do Estado e do País. As cooperativas aqui são referência para o mundo”, acrescentou o vice-presidente de Agronegócio do BB.

Áreas – Ainda de acordo com ele, a ideia é trabalhar com o cooperativismo em diversas áreas. “Pretendemos atuar em conjunto em busca de soluções energéticas, energia fotovoltaica, de biomassa, eólica, que são novas frentes que estamos encontrando aqui. Olhando também o planejamento da Ocepar em relação às cooperativas, ficamos muito satisfeitos em ver que há uma estratégia, seja para momentos bons ou difíceis. E o grande diferencial que eu vejo é a preocupação da Ocepar e das cooperativas em investir em capital humano”, ressaltou.

Rentabilidade – Para Hubner, esse é uma forma importante de apoiar o agricultor no sentido de contribuir para aumentar a sua rentabilidade. “O pequeno proprietário, que é um grande produtor de alimentos, tem condições de usufruir de boa renda, diversificando, investindo em novas atividades. Vemos uma diversificação de crédito para diferentes atividades, não somente soja, milho, leite, mas também beterraba, abacaxi, batata, cebola, frutas, hortaliças, entre outras. Então, existem oportunidades sim e o segredo está nisso: investir no capital humano, no treinamento, na orientação, na assistência técnica, para que cada produtor garanta uma renda cada vez melhor”, disse.

Agronegócio – Em sua passagem pela Ocepar, o vice-presidente de Agronegóciodo BB também falou sobre as projeções para o repasse de recursos da safra 2017/18. “A expectativa é bem otimista porque o agronegócio já se mostrou como uma atividade relevante para o país e para o mundo. Tem dado um suporte muito grande para enfrentar essa crise, que não é uma crise pequena, é uma crise que se estendeu. Há sinais de uma saída dela, mas basicamente o agronegócio, pelo menos neste ano, mostrou claramente que, se não fosse esse setor, nós teríamos problemas muito maiores”, frisou. “Assim como outros bancos, o Banco do Brasil está apostando muito nessa atividade. Está em nosso planejamento estratégico continuar avançando nesse setor, melhorando, lógico, os nossos produtos, nossos serviços, investindo na experiência do cliente, colocando à disposição as soluções digitais mas, acima de tudo, treinando nossas equipes, criando uma estruturas especializadas, agências especializadas, carteiras especializadas, para dar uma resposta cada vez mais precisa, mais ágil a cada um dos clientes que atuam na atividade agropecuária”, destacou.

Recursos disponíveis- Ele afirmou que o banco pretende liberar R$ 103 bilhões para os agricultores neste ciclo. “A nossa carteira destinada à agricultura familiar é de R$ 43 bilhões, só de Pronaf. Temos mais em torno de R$ 3 bilhões de outras linhas, então nós atendemos os pequenos agricultores no montante de R$ 46 bilhões. O Paraná responde, dentro do Banco do Brasil, por aproximadamente 8 a 10% de todos os negócios, contabilizando principalmente as pessoas físicas do Estado. Junto com o Rio Grande do Sul, detém os maiores volumes”.

Inadimplência – Hubner destacou ainda que a inadimplência dessa carteira de crédito no BB é muito baixa. “Nos dá muita satisfação ver que, ao longo do tempo, nós fortalecemos esse relacionamento com o produtor rural, que deu a melhor resposta possível a isso. Ele já sabe cuidar do crédito e da atividade. Quando nós vemos uma safra que passou de 240 milhões de toneladas, temos a clara noção de quanto o produtor conseguiu crescer, do quanto ele adquiriu conhecimento ao longo desse tempo para chegar nesses índices de produção. Então, estamos muito satisfeitos com essa parceria com o setor”, ressaltou.

Presenças – Em sua visita à Ocepar, o vice-presidente de Agronegócio do BB estava acompanhado deSérgio Augusto Luciano Vilela Souza, gerente geral da agência Corpore do Paraná; Marcelo Mendes Palhano, superintendente de varejo do Paraná, e Elondyr José Biazibetti, gerente de mercado agro da superintendência do Paraná. Também participaram da reunião, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e o gerente técnico e econômico Flávio Turra.

 

Fonte: Ocepar

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