13/09/2017 13h09 - Atualizado em 13/09/2017 13h09

Com capacitação, produção hidropônica ganha força no Sudoeste

A produção de frutas, hortaliças e temperos pelos sistemas hidropônico ou semi-hidropônico está ganhando força no Sudoeste do Paraná. O Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) promove a capacitação de seus técnicos para orientar os produtores que trabalham com esta forma de cultivo, que diminui a contaminação bacteriológica e melhora a produtividade.

Em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), 18 técnicos da Emater foram capacitados, entre 2016 e 2017, para dar respaldo aos agricultores que utilizam o sistema. Eles prestam assistência técnica a cerca de 50 famílias da região.

O gerente regional da Emater de Dois Vizinhos, Valdir Koch, explica que assistência inclui desde a aquisição de materiais para montar as estruturas, as melhores substâncias utilizadas no plantio até informações sobre o mercado consumidor. “Muitos produtores aderiram à atividade sem o conhecimento devido, tendo um alto custo de implantação sem alcançar os resultados esperados. Isso nos levou a treinar os técnicos para melhor orientar os agricultores”, diz.

COMO FUNCIONA – No sistema hidropônico, as plantas ficam suspensas em canos de PVC e recebem uma mistura de água com nutrientes, que oferece todas as condições para que elas se desenvolvam. Solo ou substratos não são utilizados nesta forma de plantio, o que permite a produção em pequenos espaços de cultivo. Entre as espécies mais cultivadas estão alface e outras folhosas e temperos, como o cheiro-verde.

Na semi-hidroponia, utilizada principalmente no cultivo de morangos e tomates, o plantio é em local protegido, como estufas e bancadas, e há utilização de substratos. As mudas vêm em sacos, chamados de slabs, que contam com o substrato pronto. “A nutrição da planta nesses sistemas é o essencial. Os agricultores precisam ter conhecimento para aplicar soluções nutritivas com todos os elementos que a planta precisa”, explica Koch.

Além de trazer mais qualidade de vida, a produção hidropônica traz um ganho de produtividade aos agricultores, afirma Koch. “Pelo sistema convencional, um pé de alface leva 35 dias para ser colhido após o plantio. A hidroponia diminui em dez dias esse período. Em um ano, os produtores podem ter até duas safras a mais utilizando o sistema hidropônico, gerando mais lucro”, afirma.

O cultivo protegido e controlado também evita a perda de safra por eventos climáticos, como secas e geadas, diminui a incidência de pragas e a aplicação de agrotóxicos. Outra vantagem, destaca o gerente da Emater, é a perspectiva de manter os jovens trabalhando no campo. “O sistema é atrativo para os jovens, pois o manejo é menos pesado que na agricultura convencional”.

PLANTAÇÃO – Formado em agronomia, o produtor rural Anderson Santin, de Dois Vizinhos, iniciou o plantio semi-hidropônico de morango há três anos, de tomate há dois e agora inicia os testes para a plantação de uva pelo sistema. Para ele, o aumento na quantidade de plantas cultivadas por metro quadrado é a principal vantagem.

“A implantação de um sistema hidropônico é mais cara que a plantação convencional, mas a quantidade maior de plantas que cabem em uma estufa e o fato de uma mesma muda durar até três anos compensam”, explica Santin. “A ergonomia é outro fator importante. Há mais qualidade e conforto no trabalho porque as bancadas ficam elevadas. Isso também evita algumas doenças do solo que atacam as plantas”.

No ano passado, a propriedade de Santin foi escolhida pela Emater, UTFPR e Unisep para um dia de campo que reuniu produtores de 25 municípios interessados em iniciar o plantio hidropônico. O produtor também foi orientado pela Emater quando adquiriu o terreno para iniciar a plantação. “A capacitação dos técnicos e dos produtores é essencial para que essa cultura ganhe força no Paraná”, afirma.

 

Fonte: AEN

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