01/09/2017 13h26 - Atualizado em 01/09/2017 13h26

Emater ajuda produtor a diminuir uso de veneno no controle do percevejo da soja

A Emater de São Jorge do Ivaí, em parceria com a Prefeitura, Sindicato Rural, Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município e Sicredi União, promoveu, 25 de agosto, uma reunião técnica sobre Monitoramento de parasitismo em percevejos da cultura da soja. O evento foi coordenado pelo engenheiro agrônomo Dr. Claudinei Antonio Minchio. Ele explicou aos participantes as dificuldades do controle dos percevejos para a próxima safra, diante da resistência da praga aos principais agrotóxicos presentes no mercado. Considerando isso, apresentou uma alternativa de controle que seria o monitoramento, feito desde já, com o uso armadilhas colocadas no campo. Elas servirão para identificar as espécies de percevejos existentes, o número de percevejos coletados por armadilhas e se estes percevejos estão ou não parasitados.

“Só o monitoramento com o pano de batida tem se mostrado inviável, pois não nos dá certeza se está ocorrendo ou não parasitismo no percevejo ou em outra praga qualquer. A simples visualização da praga no pano de batida não diz se o inseto está parasitado ou não. O monitoramento do parasitismo dará mais confiança ao técnico na hora da recomendação de controle”, detalha.

O técnico comenta que, neste período do ano, o parasitismo do percevejo da soja ocorre principalmente pelo ataque de moscas da família Tachinidae. “Esta mosca faz a postura de seus ovos na parte externa do percevejo. Destes ovos eclodem larvas que penetram o corpo do percevejo, passando a se alimentar do mesmo, instalando aí o parasitismo. A larva é como um berne que come o percevejo por dentro. Passados cerca de 15 dias, de dentro do percevejo sai a pupa da mosca, que dará origem a uma nova mosca que irá parasitar outros percevejos”. Claudinei conta que esta mosca que parasita o percevejo existe aos montes no campo e, segundo ele, é preciso preservá-la.

Outra forma de controle que será acompanhada é o parasitismo em ovos de percevejos feito por pequeninas vespas das espécies Trissolcus bassalis e Telenomus podisi que ocorrem naturalmente em São Jorge do Ivaí. Para isso, serão instaladas armadilhas para capturas de percevejos. Elas terão como atrativo alimentar da praga pequenas frações de amendoim, soja em grãos, feijão vagem, frutos de ligustro e algodão embebido em água. Cada armadilha é identificada com uma bandeirinha para serem melhor visualizadas pelo amostrador.

“Nas armadilhas, se forem capturados percevejos, estes serão encaminhados à unidade municipal da Emater onde ficarão em quarentena para verificação da presença de parasitismo. Os resultados já estão sendo muito animadores. As armadilhas estão funcionando e pode-se verificar aparentemente a presença de ovos de mosca parasitóides no corpo do percevejo”.

O extensionista comenta que a ideia é continuar este tipo de monitoramento associado à utilização do pano de batida até o final da próxima safra de soja. “O objetivo do trabalho é diminuir o número de aplicações de agrotóxicos para o controle de percevejos, utilizando o número de percevejos não parasitados para determinação do nível de controle. A meta é evitar ao máximo o uso de agrotóxicos de forma desnecessária para não ocorrer mortalidade de inimigos naturais (como a mosca Tachinidae) e se manter baixa a população de percevejos, o que é claramente viável. Com a observação mais constante do grau de parasitismo na lavoura, poderemos reduzir a zero as aplicações e com isso diminuir a ação dos percevejos sobre as culturas de milho safrinha, aveia e trigo”, conclui.

 

Fonte: Emater

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