13/09/2017 13h21 - Atualizado em 13/09/2017 13h21

Pecuária Moderna é tema de dia de campo em Ângulo

O Governo do Paraná/SEAB e o Instituto Emater promovem o Dia de Campo “Pecuária Moderna”, no município de Ângulo, nesta quinta-feira (14). Cerca 250 pessoas estão sendo esperadas para as atividades que têm início às 13h30. Profissionais especializados vão falar sobre assuntos que interessam o pecuarista que pretende aumentar a produtividade da pecuária. A produção de novilhos precoces em escala e a comercialização diferenciada em cooperativas de carnes nobres do Estado também serão temas discutidos.

O dia de campo vai ser realizado no sítio São Pedro, de Pedro Gomes Lemos. A propriedade é considerada pequena para os padrões da pecuária estadual, 99 hectares. No entanto os resultados já conseguidos demonstram o sucesso das tecnologias ali aplicadas. Antonio José Coelho, do Instituto Emater de Flórida, informou que há quinze anos o sítio vem sendo acompanhado.

Segundo ele, nesse tempo foi realizado um trabalho de adubação e correção de solo nas áreas de pastagens, a partir das análises de solo. Com isso, o produtor conseguiu uma lotação de 20 animais por alqueire, enquanto a média na região é de quatro cabeças por alqueire. Pedro cria animais meio sangue Nelore-Angus que recebem, além do pasto, suplementação alimentar com sal mineral e ração. “Isso melhora a digestibilidade de tudo o que o animal come”, afirma Coelho. Na fase de terminação os animais também recebem uma suplementação de ração. Com isso o pecuarista tem conseguido maior ganho de produção. Enquanto o rendimento médio na região é de 120 quilos de carcaça/ha/ano, no sítio São Pedro chega a 1.400 kg/ha/ano. “É uma carne de qualidade. Os animais são abatidos com, no máximo, 20 meses de idade, contra os 36 meses da região. Nossa meta, nos próximos dois meses, é reduzir essa idade de abate para 17 meses”, explicou Coelho.

O extensionista explicou que o pecuarista também ganha pela qualidade. Segundo ele, os animais da raça Angus, classificados como precoces, são vendidos para cooperativas de carne com um adicional de preço que vai de 5% a 15% a mais que o valor praticado no mercado. “Essa variação depende de fatores como a idade do animal e a época do ano em que a venda é feita”, explicou Coelho. Atualmente os animais produzidos em Ângulo são comercializados com a Coopcarne, de Guarapuava, e a Carnes Nobres, de Londrina. Na opinião de Coelho o baixo rendimento da pecuária tradicional se deve ao perfil extrativista da atividade que ainda persiste entre muitos produtores. “O pecuarista não faz a manutenção da área de pasto, só vai extraindo dele o alimento para o gado e seus nutrientes. O resultado é que a pastagem vai ficando velha e diminui a produtividade da pecuária”, ressaltou.

Essa ideia de aumentar a produtividade é o objetivo principal dos dias de campo promovidos pelo Instituto Emater que pretendem, aos poucos, modernizar a pecuária paranaense. O sítio São Pedro, de Ângulo, é uma entre 17 Unidades de Referência que os extensionistas acompanham na região Noroeste do estado e que estão difundindo novas tecnologias entre os pecuaristas. Cerca de 340 propriedades que lidam com a pecuária de corte estão recebendo orientações do Instituto Emater na região. As inscrições para o dia de campo de Ângulo podem ser feitas na hora ou antecipadamente pelos e-mails [email protected] ou floridaemater.pr.gov.br

 

Fonte: EMATER

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