31/07/2017 13h53 - Atualizado em 31/07/2017 13h59

Potencial produtivo e turístico da cadeia bubalina é tema de evento regional e nacional

O potencial turístico, cultural, produtivo e econômico proporcionado pela pecuária bubalina no arquipélago do Marajó é o foco da segunda edição do Marajó Búfalos e XII Encontro Brasileiro dos Criadores de Búfalos. A expectativa dos organizadores é mobilizar cerca de 1.500 pessoas entre pecuaristas de todo Brasil, empresários, criadores de búfalos, entidades de pesquisa, estudantes, técnicos e interessados no setor e ocorre no período de 30 de julho a 5 de agosto de 2017 nos municípios de Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra.

O evento também é uma vitrine tecnológica que mostra o avanço em melhoramento genético dos búfalos regionais para leite e corte, reunindo difusão tecnológica com palestras e cursos, curral de negócios, além de torneio de búfalas leiteiras a pasto, prova de ganho de peso para animais de corte e concurso para eleger o melhor queijo do Marajó. Uma das novidades desse ano é o Búfalo Goumert que vai envolver chefs locais e nacionais e ainda os restaurantes de Soure e Salvaterra para divulgar e valorizar a típica culinária marajoara. “É um momento de consagrar todos os avanços da cadeia bubalina, os benefícios econômicos, turísticos e culturais que envolvem o setor, mas também buscar melhorias para o desenvolvimento da atividade e da região”, fala Roberto Fonseca, presidente da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos, entidade promotora dos eventos.

A programação se inicia no dia 30 com as primeiras etapas do torneio leiteiro e prova de ganho de peso (PGP) para búfalos de corte, mas parte aberta ao público começa efetivamente no dia 2, com a inscrição dos interessados.

A Embrapa Amazônia Oriental, por meio dos projetos Promebull e Promebull Marajó, é uma das responsáveis da parte técnico-cientifica do evento e realiza dia de campo, no dia 3, das 9 às 12h, da Unidade Demonstrativa localizada no Campo Experimental em Salvaterra.

De acordo com o pesquisador Ribamar Marques, líder do projeto, a Embrapa irá mostrar o resultado de mais de 30 anos com pecuária bubalina na região, com palestras e demonstração em campo de boas práticas de manejo em alimentação, sanidade e melhoramento genético. “Estamos nesse momento fazendo a maior ação de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) da história do arquipélago com o preparo de cerca de 400 búfalas de 37 propriedades parcerias que receberão sêmen de aninais de genética superior, para melhorar a qualidade do rebanho leiteiro no Marajó”, enfatizou o pesquisador.

No dia 4, as atividades se concertarão no antigo cinema de Soure, com apresentações técnicas abordando o programa Balde Cheio, PGP, legislações sobre laticínios, resultados do Promebull e produtos de indicação geográfica. Haverá ainda visita técnica a laticínios locais. Já no dia 5, a programação segue para Cachoeira do Arari, na fazenda Paraíso, localizada na região do Retiro Grande, principal bacia leiteira do arquipélago, com a divulgação dos vencedores dos concursos leiteiro, melhor queijo, PGP e ainda o curral de negócios.

O Marajó Bufalos e Encontro Brasileiro dos Criadores de Búfalos se encerra no dia 6, com o Búfalo Tour por fazendas de Soure e Salvaterra. O evento é promovido pela Associação Paraense dos Criadores de Búfalo (APCB), sindicatos dos produtores locais em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental.

Pecuária bubalina no Pará – Segundo dados do IBGE o Pará é o estado que concentra maior população de búfalos do Brasil, sendo responsável por cerca de 40% das 1,32 milhão de cabeças do rebanho nacional e a maior parte desses animais está na Ilha do Marajó. Os maiores rebanhos estão localizados nos municípios de Chaves (PA) e Soure (PA).

 

Fonte: Embrapa

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