10/03/2015 12h30 - Atualizado em 10/03/2015 10h42
A Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento encaminhou ao Governo Federal a solicitação de medidas urgentes de apoio ao setor de produção de mandioca. Os produtores vêm enfrentando nos últimos meses situação difícil por causa da queda nos preços da raiz, que estão abaixo do custo de produção.
O Paraná é o segundo maior produtor da raiz, com 4 milhões de toneladas, e o primeiro na produção de fécula, responsável por 65% a 70% da produção nacional que abastece indústrias químicas, de medicamentos e de alimentos.
No documento enviado pelo secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, contém pedido de medidas urgentes de apoio à comercialização do produto e na área tributária para recuperar a competitividade das empresas fabricantes da fécula no mercado internacional.
MAIS EMPRESAS – Segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, das 69 indústrias de fécula existentes no Brasil, 40 estão localizadas no Paraná, o que representa 58% do parque nacional. As indústrias instaladas no Estado produzem, em média, entre 350 e 400 mil toneladas por ano.
“Além disso, o Paraná conta também com cerca de 70 indústrias de farinha, cuja produção se destina, principalmente, ao abastecimento de ouros estados, especialmente para o Nordeste”, afirmou o economista Methodio Groxko.
PRODUÇÃO NACIONAL – A queda nos preços da mandioca se deve à elevação na produção da raiz em todos os estados produtores. De acordo com o IBGE a produção nacional de mandioca da safra 2014 está estimada em 23,3 milhões de toneladas, cerca de 10% superior a obtida no ano anterior. Segundo Groxko, para 2015 espera-se uma produção ainda maior que pode atingir cerca de 24 milhões de toneladas.
Diante do quadro de maior oferta, os preços recebidos pelos produtores desde janeiro de 2014 estão em queda. Nos últimos 12 meses, no Paraná, os preços da raiz caíram de R$ 515,00 a tonelada em janeiro de 2014 para R$ 199,00 a tonelada em janeiro de 2015. Groxko afirmou que esse preço não cobre o custo de produção, estimado em R$ 237,00 por tonelada.
MEDIDAS – No documento encaminhado ao Governo Federal, o secretário Norberto Ortigara pede correção de 30% no preço mínimo de garantia da raiz e seus derivados e sua implementação imediata como forma de garantir o escoamento dos excedentes de produção. Segundo o Deral, a última atualização do preço mínimo da mandioca ocorreu em 2013.
Foi solicitada, também, a disponibilização de recursos para Aquisição do Governo Federal (AGF) para compra de 20 mil toneladas de farinha de mandioca e 20 mil toneladas de fécula. E também a compra de 5 mil toneladas de farinha de mandioca para utilização na merenda escolar e compra institucional, via Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), de 10 mil toneladas de farinha.
TRIBUTÁRIAS – Por causa da carga tributária elevada o custo da fécula de mandioca para exportação no Brasil estava em torno de US$ 1.000 por tonelada, em 2014. O Paraguai coloca o produto no mercado internacional por US$ 700 a tonelada e a Tailândia, por US$ 600 a tonelada. “Daí a dificuldade para as indústrias exportarem o produto e absorver a matéria-prima que vem do campo”, explicou o secretário Ortigara.
O secretário Norberto Ortigara lembrou ainda que há outras alternativas para o governo federal amparar os produtores de mandioca, que é misturar a fécula na fabricação de pãozinho. Com isso, os moinhos podem ficar menos dependentes da importação de trigo. E também ampliar a compra de fécula para fabricação de pães e biscoitos para serem vendidos no Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, do governo federal.
Fonte: Seab
Feijão de cor – Paraná (Seab)
24/04/2015
valor
R$ 117,58
Milho – Paraná (Seab)
24/04/2015
valor
R$ 20,68
Feijão Preto – Paraná (Seab)
24/04/2015
valor
R$ 105,21
Soja – Paraná (Seab)
24/04/2015
valor
R$ 57,28
Boi – Paraná (Seab)
24/04/2015
valor
R$ 147,43